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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Enquanto isso em outro canto da cidade...


Elma Cima* estava entre amigos num bar.

Fumando e bebendo desbragadamente, a certa altura dos acontecimentos dizia a todos que, por ela, preferia continuar sozinha.
- Mas como assim? _ Perguntou uma amiga do grupo, dessas que não deixa ficar nada no ar...
-Ah, homem é muito espaçoso. Meu último namorado era típico. De noite, depois de um aconchego não me deixava dormir...ficava me esbarrando, me tocava no braço, segurava meus peitos, botava a mão na minha bunda...
- E você, fazia o que?
- Eu falava pra ele ficar quieto, que eu queria relaxar com meu livro para, a seguir, dormir...
Enquanto Cima contava suas peripécias com o namorado, o garçom dera um tempo ao lado da mesa e prestava atenção na conversa.


Elma continuava empolgada.
Para ilustrar o relato, dava um safanão no colega de mesa ao seu lado, que balançava como se fora a dita cuja sacudida pelo namorado na cama...
A mesa toda ria com o exagero.
Enquanto isso o garçom só pensava no tal namorado: Ela tá reclamano dele, mas o cara deve ser macho paca!
Essa lora, esses moços... Ah se soubessem o que eu sei...( lembrando Lupiscínio Rodrigues).
Quanta reclamação que ouço dessa mulherada sobe seus namorados!
Uns pedem opinião sobre a depilação que fizeram, outros se preocupam demais em saber se o cabelo está bom, há aqueles que usam sem cerimônia o creme hidratante delas e os que ficam mandando e recebendo mensagens no celular ou twitando, na cama!


Ele ficou curioso em saber o nome da loura extravagante.
Achava que já a conhecia. Sabia que não era do bar. Não teria esquecido da proprietária daqueles peitos siliconados que não cabiam no decote. E não tinha reconhecido o perfume...
Ficou torcendo para saber o nome dela quando fossem pagar a conta.
Com a sua experiência, naquela mesa de risos fartos com apenas um casal, quase todos pagariam a conta e ele, através do cartão, saberia o nome dela.


Veio a conta e loura se levanta:
- Hoje quem paga a conta sou eu!
-Uuuuuehehehehehehe!_ gritaram todos!
- Ou melhor quem paga a conta não vai ser meu pai, vai ser a DEVASSA aqui!
- FiuFiiiiiiiiuuuuuuhhhhh!!!!!_ assobiaram muitos!


Ávido, o garçom pegou o cartão e com a sua memória prodigiosa de garçom de botequim memorizou o nome da cliente espaçosa: ELMA CIMA HAIA PARIS HILTON

- Caralho, é a loura do anuncio da DEVASSA, mermo!!!!
 Discretamente pegou o cinzeiro com as guimbas do cigarro dela, jogou-as em seu bolso-sujo-de-avental-de-garçom. É aquele mesmo que tem isqueiro, troco, caneta, bloco de notas, camisinha e guimbas-de-cigarro de mulheres gostosas.



Porquê, vocês estão a perguntar?
Eu, Aureliano Mailer, profundo observador da espécie humana, respondo:
Porque garçons têm hábitos estranhos, durante e após o trabalho. Durante, beliscam as comidas que servem, nas encolhas dão um tapa nas guimbas dos cigarros das mulheres que os atraem, às vezes cospem na comida servida aos clientes muito chatos e ao término do expediente vão jogar bola na madrugada, nos campos de pelada da Lagoa ou do Aterro...


Com essas guimbas, ele faria diferente.
Guardaria uma para fumar em seu cafôfo. As demais tentaria vender a colegas, após pesquisar umas fotos da cliente na INTERNET.
Alguém na mesa havia comentado com ela, sobre a PLAYBOY americana...

Como também havia guardado o recibo VISA da cliente, foi pesquisá-lo.
No fundo do restaurante, no corredor que liga os banheiros à lixeira, leu o recibo.
Tomou um susto ao ler o nome: ELMA C. H. I. P. S.
Como assim?????

Comparou com o nome que tinha anotado.
ELMA CIMA HAIA PARIS HILTON
Percebeu que a abreviação não traduzia muito bem o nome da pessoa, mas achou isso que isso devia ser coisa de bacana.


No caso, era mesmo.

E como tantas outras famosas descobertas na história da humanidade, ele havia descoberto que Elma Cima H. Paris Hilton e Elma CHIPS eram a mesma pessoa.

Seu amigo Elme Bastos iria lhe agradecer muito, assim que soubesse da descoberta!


*Elma Cima - leia-se "Elmáxima" pois é assim que ela gosta de se ver....rsrsrsrs

sábado, 6 de junho de 2009

Golpe baixo, o cara joga sujo!

Estávamos entretidos no bar: eu e meus pensamentos.
De repente, percebi ao lado uma animada conversa, tão saborosa quanto inesperada.
2 amigos falavam sobre um filme que um deles tinha visto e sobre tudo o mais em torno disso.
Quando soube de qual filme falavam e percebi o teor da conversa, pedi licença às divagações e anotei o que pude.
Pelo que percebi os caras eram inteligentes, cultos o suficiente para falar de assuntos tão diversos e eram casados. Tinham vários amigos em comum. Vou identificá-los por iniciais fictícias por que não quero queimar o filme deles, apesar deles próprios terem queimado o filme de um conhecido, morador de um bairro próximo ao bar.
Quanto a mim, quero que compreendam que apenas transcrevo o que vi e ouvi.
O máximo que me permiti, no caso em questão, foi o de omitir alguns palavrões e algumas palavras pejorativas que, aqui nesse blog, tirariam a força da conclusão a que os caras chegaram.

AC - E aí, RP, foi assistir ao novo filme do Walter Carvalho?
RP – Não, fui assistir ao filme do Chico Buarque...
AC – Foi por falta de programa, foi porque leu o livro ou foi para agradar à RV?
RP – Pode marcar as 3 opções.
AC – Caraca (N.T. - amenizando o diálogo) e aí?
RP – Fui, mas fui rebelde!
AC – Como assim?
RP – Você sabe a minha opinião sobre o Chico. Mito, unanimidade feminina, olhos azuis, a mesmice de sempre. Uma chatice! (N.T. - amenizando o diálogo)
AC – Concordo, @#$¨&*% ! (N.T. - amenizando o diálogo, de novo) A mulherada adora ficar nessa trincheira-afirmativa-pseudo-sexual. Falar bem desse cara é que nem andar em esteira, elas não saem do lugar!
RP – Bingo!
AC - Mas e a rebeldia?
RP – Bem, o SM me contou que o próprio Chico fazia uma ponta no filme. Antes que prosseguisse com os comentários que caberiam, a mulher dele sem ser convidada opinou: E ESTAVA LINDO! Assimilei o comentário e contra-ataquei: Como é que é? Ele aparece no filme? Ridículo!
AC – Sim e aí ? (já com alguma impaciência e também irritado)
RP – E aí? E aí que eu fui assistir marcando posição: Falei com a RV. Se o Chico aparecer, se houver suspiros na platéia, vou vaiar!
AC – Mas eu soube que a mulherada se assusta, pois em uma cena num bar bem escuro, um “bebum” aborda o protagonista principal. A cena é longa e a mulherada num frisson pela expectativa da tal aparição acaba descobrindo que o “bebum” é muito velho. O anticlímax é tal que abre espaço para gaiato fazer graça! “CARACA, COMO O CHICO ESTÁ VELHO!”
RP – Na sessão que eu estava, aconteceu! Todos riram, até as mulheres, ... de nervoso!
AC – E aí?
RP – Bem, quando o Chico finalmente aparece, eu vaiei. A BP gritou: LINDO! ... e a cena... bem a cena era uma bosta!
AC – Mas e a cena final, que dizem que é a maior apelação!
RP- Pois é, o filme termina com a mocinha na cama pedindo ao protagonista principal para ler um trecho de seu próprio livro. E ela declama (N.T. – falando com toda a ironia): “ O texto ouvido na voz do autor ... é mais gostoso”
AC – Putz, brincadeira! O cara joga sujo! rsrsrsrsrsrs...