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domingo, 18 de outubro de 2009

Chica e Elme, Penúltimo Capítulo: "Tentei ligar pra você..."









Para: aspira.chica@uol.com
De: elme.bastos@tvglobo.com
Assunto: Comprovantes de depósitos

Chica estou lhe enviando esse e-mail, com todos os comprovantes de depósito, em anexo.
Eu tentei lhe dizer o que estava acontecendo, mas voce nunca me atendia.
Eu deixei vários recados na secretária eletrônica, lhe dizendo que eu estava com o seu cartão e pedindo sua autorização para usá-lo, pois "porraqui" em Corumbá, ninguém tem maquininha da Redecard, do meu cartão, mas aceitam o seu, VISA.
Os bancos entraram em greve e rapidamente acabava o dinheiro no caixa eletrônico.
Estou na periferia de Corumbá, ok? Em Lagoa do Cáceres, tá? Quase na fronteira com o Paraguai...
Não estou preso, mas é quase isso, estou num revezamento com outros 2 câmeras 8 horas por 16.
Conosco se revezam seguranças para nos proteger e sabe porquê?
Porque o diretor quer gravar o nascimento de uma prole de jacarés e a jacarôa está cuidando do ninho.
A jacarôa está se acostumando comigo e fica toda exibida no sol quando estou por perto!
Não acredita?
Pode acreditar...
Clique, 2x, na figura que coloquei no post anterior Chica, tem uma animação dela.
Eu fiz essa animação para você!
Ah, e a cada retirada que fiz com seu cartão, fiz depósitos na sua conta!
Mas, pelo jeito, voce não ligou uma coisa a outra, Chica.
Chica, esse papo que homem é tudo palhaço é uma bobagem!
É que a gente não pode se levar muito a sério, eu acho.
Desculpe, se voce teve que cancelar o cartão.
"O orelhão da minha rua estava escangalhado... mas você crê se quiser!!!"
P.S.: Comprei na fronteira algumas garrafas de Prosseco Italiano pensando em voce.
P.S.: E o valor daquele nosso jantar maravilhoso também depositei na sua conta!

Besos,

Elme

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Chica e Elme Capítulo IV : O telefone tocou novamente...


Elme ligou melancólico para Chica.
Estava desarmado, o ego espetacular murchara e ele estava sem aquele viço costumeiro.
Trabalhando longe de casa e longe do afago carinhoso das mulheres que o assediavam, insistentemente, no Rio de Janeiro, os quase 2 meses cobravam seu preço.

A mãe e a irmã que sempre o adularam, tinham viajado num cruzeiro de navio pela costa brasileira do Rio a Montevidéu. Estava frio por lá, chovia e elas estavam horrorizadas com a roubada em que haviam se metido.
Quando falavam com Elme , não queriam saber de como ele estava e sim falar de como elas estavam...

Não tinha sido assim, que Elme havia sido criado por elas!

Pobre Elme!

Confinado na gaiola do que realmente era, sua voz estava um fiapo.
0-2-1-2-1-2-2-6-6-..-..-..-..
Trimmmm! Trimmmm! Trimmmm! Trimmmm!
Sclap, tlap, scalap!
-ALÔ...DEIXE SEU RECADO!
Elme desligou rápido, era muito mico deixar qualquer recado decente para Chica, com a voz insegura!

Saiu do hotel, tentando se distrair.
A cidade não ajudava, os papos e as pessoas também não...
Após 2 horas de desânimo, voltou para o hotel, sentou na cama, olhou para o telefone com aquela insegurança típica de quem não quer repetir um gesto de desamparo.
O pior de um gesto desses, não é expor para terceiros. Não era o caso, estava sozinho.
O pior era expor seu estado, a si mesmo.

Elme trancou a porta do banheiro e a porta do armário, evitava assim se olhar no espelho, cair em si, ver-se naquele estado lastimável.
Sentia saudades da Aspira Chica de Holanda e Vodka!
Sentia saudades da Aspira Chica Prosseco Gelado!
Sentia saudades da vizinha especial que não saía de sua cabeça: Chica Dá Silva!
Nunca na história daquela cabeça espirituosa e daquele coração duro, se sentia arrebatado, por uma “porra loca” feito ela.
O álcool lhe deu coragem e inspiração.
Ia pedir uma chance de reconciliação!
Pobre Elme!

0-2-1-2-1-2-2-6-6-..-..-..-..
Trimmmm!!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

1 mais 1: Confesso que vivi


Sem que esperassem, se conheceram.
Sem que suspeitassem, se entrelaçaram.
Sem que percebessem, se apaixonaram.

E viveram os meses e os anos seguintes,
Completamente entorpecidos,
Pela presença de um no corpo do outro.

Ele começou a sentir que em volta deles havia um aquário.
Que os guardava do resto do mundo.
E as tardes do meio da semana eram feitas para vê-la.
E os almoços para olhá-la.
E as noites para abraçá-la.

Esse encontro transformou indelevelmente suas vidas

Nunca na história daqueles dois ...
...o jornal de domingo foi tão compartilhado
...e a vida foi tão vivida
...e o gozo foi tão profundo

Confesso que vivi,
Muito mais do que sabia ser capaz ...

Aureliano Mailer também observa o Céu e a Lua