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sábado, 31 de julho de 2010

Frase da noite

Há que melhorar a vida...
Mas é caríssimo!

domingo, 30 de maio de 2010

Para torcer e relaxar durante os jogos da Copa

Há pessoas com maus hábitos.
Se voce está nesse grupo e foi convidado para assistir os jogos do Brasil na casa de amigos...
Não desanime!


Ideal para jogos da Copa que estejam muito tensos,

 quando nós torcedores precisamos relaxar!!!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Elme Bastos entra na onda da Matemática

Depois do João Moreira Salles escrever sobre matemáticos, na Revista Piauí dessa quinzena: O que pensam e como pensam.

Depois de Fernanda Torres escrever sobre o artigo do João e sobre a matemática e sobre nossas teorias pessoais, na VEJA RIO dessa semana, resgatei um pedaço de mim, me inspirei e vou explicar porque.

Fernandinha Torres! Já tens a matéria de sua próxima coluna, guria!

Elme e sua teoria surpreendem os matemáticos e psicanalistas!

Pensei na força do pensamento, na fé que remove montanhas!

Não, não quis me valer dos pensamentos recebidos com The Secret! Até porque não li.

Não, também não vou fui atrás da Pedra Filosofal.

Preferi uma abordagem diferente da escolhida pelo matemático Artur Ávila, o descrito na Revista Piauí.

Ele é um esteta que persegue o mais difícil.

Eu Elme, partirei do mais fácil! Porque não?

E tentarei provar matematicamente minha teoria.

Se Galileu Galilei acreditou que a Terra era redonda e que o Sol girava ao seu redor.

Se Copérnico foi o fundador da teoria heliocêntrica e acreditou que o Universo girava em torno do Sol.

Vou lançar as bases da Teoria Elmecêntrica.

Com recursos da Matemática, demonstrarei que meus pensamentos giram em torno de mim mesmo...

Fácil assim!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Capítulo III : Chica se diverte e Elme reflete

Se havia motivos para uma reconciliação entre Elme e Chica, a vida se encarregou de dificultá-los.
Chica continuou sua vida normal.
Era uma mulher risonha, interessante, de pensamento rápido e razoáveis opiniões para muitos assuntos. Financeiramente independente, morava sozinha, recebia uma força de seu pai para o aluguel do apê e não aceitava nada mais do que isso. Não que o pai não pudesse, mas essa era a forma que ambos encontraram para conviver melhor. Ao ajudá-la ele lhe dava amparo, respaldo e amor e ela, ao não aceitar mais nada além disso, aumentava a admiração de seu pai por ela, ao mesmo tempo que lhe impunha limites.
Pai e filha se davam bem.

Elme ganhava menos do que Chica. Não era ambicioso. Mas como morava com os pais, tinha carro, roupa lavada-e-passada e mais dinheiro para gastar. O carro era de sua mãe mas esse era um detalhe que ele, naturalmente, ocultava.
Mais comum, eu diria, impossível.

Elme tinha uma irmã cerca de 5 anos mais nova. Ela e a mãe eram as responsáveis diretas por erguer aquele poderosíssimo ego que ele trazia consigo. Elas adoravam o irmão e o filho e diziam que ele estava cada vez mais bonito. Os três se pareciam!
Elme era inteligente, simpático e alegre. Com essas qualidades compensava sua feiúra com uma lábia sem igual. As mulheres gostavam de estar ao seu lado, ele sabia valorizá-las, “et pour cause”, não lhe faltava companhia.
Contudo era muito volúvel, ou “muito volátil”, como gostava de dizer. As mulheres que quiseram domá-lo, prendê-lo, surrupiá-lo da vida mundana se decepcionaram e, as mais ressentidas, que felizmente não eram muitas, chamavam-no de “galinha”. Houve um momento, onde algumas das “ressentidas” tentaram se unir para formar a SOCIEDADE DAS MULHERES QUE SOFRERAM COM ELME, mas acabaram brigando entre si, desconfiadas umas das outras, disputando quem tinha sofrido mais...

Logo após ter aprontado, mais uma vez com sua vizinha Chica, Elme foi encaixado na produção de um programa que o deixou fora do Rio e de circulação por quase 3 semanas.
Chica não soube disso, porque não tinham relação estabelecida para receber esse tipo de satisfação de Elme.

Nesse ínterim, ainda que ressentida, Chica não perdeu o brilho. Passarinhos e gaviões esvoaçavam em sua volta, as vezes juntos...

Chica era livre e desimpedida para suas escolhas e seguiu em frente. Curtia filmes dark.
Lia muito, quadrinhos inclusive, bebia tanto quanto os rapazes e, pelo menos uma vez por semana, exagerava no álcool. Seu apê era num prédio antigo e tinha uma banheira com cortina, ao invés de box. Não é preciso dizer que Simone de Beauvoir e Rê Bordosa estavam entre suas referências.
Chica tratava sua principal fraqueza, a baixa auto-estima, com álcool e a negação sistemática a devaneios românticos.
Elme a atraia por um jeito transverso. Ela já sacara que ele era confiante e carinhoso. Ela já vivenciara isso algumas vezes ao seu lado e sentia-se bem com essa “transfusão de auto-estima”.
O problema é que ela mesma, não queria ninguém pegajoso aos seus pés e ele, provavelmente, também não.

Enquanto isso o Elme, caiu na estrada. Longe do agito da cidade grande, longe dos bares e do ANTIGAMENTE, andou pegando geral e óbvio, encarou muita roubada.
Ao término da segunda semana , estava melancólico.
Resolveu ligar para Chica, tentando consertar a lambança.

sábado, 19 de setembro de 2009

Chica e Elme Capítulo II : Reflexões a sós


Elme Bastos custou a ver a ficha cair. Quando pensava no programa que fizera ao sair com a sua “peguete” e vizinha, Aspira Chica, valorizava todos os aspectos positivos daquela tarde/noite de domingo: o Prosseco italiano ultra gelado, a improvisação que fizeram para arrumar um balde de gelo que mantivesse a preciosa bebida à temperatura adequada, a sensacional dança indiana que Chica protagonizou, o lenço de seda dela que ele colocou por dentro de sua camisa de gola, a pose de galã que fez deixando-o a cara do Bahuan, a Chica teimando que quem usava lenço na novela era o Radji enfim, muitas lembranças agradáveis para um desfecho mal humorado da Chica.
Elme demorou mas entendeu, finalmente, que poderia ter sido melhor confessar naquele dia, que estava no ULTRAVERMELHO de seu cheque especial.



Chica por outro lado estava puta com ela mesma.
A questão principal era uma excessiva autocrítica por ter caído mais uma vez na conversa mole do Elme. Logo com ele, que não melhorava e volta-e-meia armava no final.
E tome enxurrada de frases feitas:”Homem é tudo igual.”, “Esse Elme é muito babaca, muito autocentrado.”, “Eu devia deixar de ser boba e voltar a sair com fulano que me valoriza.”, “Como mulher é burra!” e vai por aí a fora...

Repetia assim a dialética feminina que as deprime e não as deixa sair do lugar, eu diria.
Acontece que a vida não é reta.
Nas relações, 1 mais 1 é muito mais do que 2 e ela, mulher vivida e descolada, sabia perfeitamente disso. Na época, Chica ainda não chegara aos 30 anos.

Diferentemente do Elme, somente quando a raiva começou a passar, foi que ela deixou que as lembranças de domingo fossem se arrumando em sua cabeça, uma a uma.
Não... ela não tinha a menor idéia da procedência do Prosseco.
Ela sabia que era rosé e que o Elme havia dito que combinaria com ela.
Podia ser mentira, mas ela acolhera o comentário “com um sentimento bom”.
Quem é mulher sabe do que estou falando.
O Elme era muito engraçado, ridículo até, mas fora muito carinhoso na cama, soubera conduzi-la, soubera esperá-la e o sexo fora de fato muito bom, não dava para negar.
Percebeu que fora ela que havia insistido para eles irem ao cinema e também para que fossem jantar, conforme combinado. Lembrou que ele tinha insistido para que ficassem no apê dela, que pedissem uma pizza e certamente aí, ele bancaria.
Não havia dúvida, de puta com ele passou a se sentir culpada!
Sua convicção, tola eu diria, vinha do fato dele ter pago o táxi e o cinema.
Acabou imaginando que ele, por vergonha, não quisesse confessar para ela que não tinha dinheiro para bancar tudo.
Ela sabia que homem tem um monte de dificuldades com isso, mas no dia, na hora, ela se sentiu usada, manipulada e ficou $#@&!!! com ele.

Esse pensamento feminista de que a mulher precisa se dar valor, mais uma vez atrapalhara sua vida, que poderia ter seguido mais leve, pelo menos ... pelo menos naquele encontro com o Elminho.
Foi procurar a foto que tinha do Elme na festa a fantasia onde se divertiram até....
Ela fizera muito sucesso, fantasiada de Rê Bordosa aliás, bebera todas!
Mas o Elme, aliás Radji, aliás Antonio Banderas, aliás punk..., sem comentários!

Chica saíra da trincheira-do-auto-patrulhamento-intelectual-feminista e agora, as boas lembranças do encontro estavam aflorando em sua cabeça, sem controle.

Aureliano Mailer é um observador da alma humana e o Elme, seu amigo, contou-lhe parte dessa estória...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aspira Chica ameaça Elme e desabafa: Homem é uma droga



Amigas, eu xinguei e eu ameacei falar para todo mundo que o bonitão do ... já falhou algumas vezes.
Joguei sujo, fazer o que?
Pois, não são eles que dizem que os fins justificam os meios?
Pois é, logo eu que aturo o Elme com aquele ego todo, que mal cabe no meu apê.
Logo eu que preciso lembrar toda manhã, com ou sem ressaca, que ele ao sair para o trabalho, precisa levar o ego junto.

Pois bem, o f.d.p do Elme há dias que não dava as caras.
Aí, me liga na tarde de sábado, cheio de conversa dizendo que queria me levar ao cinema e que depois me levaria para jantar, à luz de velas.
A babaca aqui, mesmo sem nenhum programa decente, tentou endurecer.
Ah, Elme não sei ... você anda meio distante ... porque você quer ir comigo?
Chica, uns amigos disseram que o filme é legal, tem um olhar feminino e é uma história de amor entre um cara sensível e uma vizinha.
Elme, eu sou sua vizinha, mas se você fosse sensível ... (aí resolvi parar!)
Não vou! – disse.
Puxa amoooorrr o nome do filme é AMANTES, eu to te chamando para ir comigo, o Bonequinho do Globo aplaude de pé.
Vaaammmoooosss????
Aí eu cedi. Tá bem eu vou, a que horas? – disse.
Bem, o filme é só às 19:30 mas como ainda são 16:00, eu tava pensando em ir pra aí mais cedo. Tô com uma garrafa geladíssima de espumante italiano, você tem aquelas taças lindas e aí a gente vê o que rola.
Tá bem, Elme, a que horas você chega?
Já estou descendo as escadas.... TRIMMMMMMM!

Bem, sem entrar em detalhes, o bichinho estava carente, o espumante era ótimo e na hora de ir ao cinema, o puto já tava querendo adiar o programa.
Fingi que não entendi e fiz o que tinha de fazer para que ele me levasse.
É, gente, fiz promessas para a volta do tal jantar, fazer o que?





Bem, o filme é muito bom. Tem uma mulher, a tal vizinha, que faz gato e sapato do cara que é bem maneiro e, eu não vou contar o final para não estragar.

Saímos. E eu ainda sem entender o convite do Elme para um filme meio feminista.
Perguntei-lhe em qual restaurante ele ia me levar, com expectativas compatíveis com o que rolava até ali, não vou negar.
Ele me disse para escolher, que era eu que sabia, blá, blá, blá ...

O jantar foi legal, eu perguntei-lhe o que havia mudado para ele se reaproximar.
Ele desconversou.
Falamos sobre o filme e perguntei-lhe sobre o que tinha mais gostado.
Ele disse que tinha gostado do final, que o cara tinha dado a volta por cima ...
O que me encheu de raiva.
Veio a conta.
E o puto estava sem talão de cheques, sem cartões e sem dinheiro, como de hábito!
O restaurante era fino e eu não fiz baixaria.

Dormi sozinha, mas obriguei-o a me dar a senha de acesso a esse blog: Homem é uma droga e o Elme, volta e meia, não diz ao que veio... rs, rs, rs, rs

Aureliano Mailer repreendeu o Elme com severidade, avisou que está abrindo um blog com o seu velho amigo Sá e que não quer baixaria com a Aspira Chica.
O novo blog é
http://assaz51.blogspot.com/







domingo, 30 de agosto de 2009

Elme Bastos, O REPORTER: No Encontro Nacional de Escritoras Feministas





Queridos leitores, há muito tempo não encontrava tanta autoestima reunida.
Igual àquela, só lá em casa, em frente ao espelho.
Pois é, a mulherada fazendo palestras, dando entrevistas, se achando.
O engraçado é que poucas falavam e muitas concordavam.
É não era pelo brilhantismo das palestrantes.
Gente, calma, não é maldade, eu vi! Eu ouvi! E entendi a razão!
“Mulheres unidas jamais serão vencidas”
Muito pouca divergência, portanto.

Em alguns momentos, chegava a me beliscar pois devido ao tédio “entrava numa” que estava num congresso chato de auto ajuda.
Vai ver que era, mas isso, a mulherada não iria assumir.
E ao final de uma tarde interminável de blá-blá-blá meu antebraço estava roxo e minha mente entorpecida.

Sim, havia homens na platéia. Havia alguns jornalistas e poucos escritores, geralmente participando de mesas em horários inadequados nos locais mais caídos do lugar.
O meu faro investigativo, contudo, não me indicou assistir a nenhuma das palestras proferidas pelos "prestigiados" escritores.

Me chamou atenção um anunciado “talk show” com perguntas rápidas, com uma escritora muito rápida nas respostas, conhecida entre os amigos como “o gatilho mais rápido do Oeste”.
Sabia de sua fama e achei que daria uma boa matéria.
Gente! Brincadeira! Eu sei que mulher é muito complexa.
Que diz sim, quando o desdobramento do assunto é não. Que diz talvez, quando é óbvio que não está a fim.
Mas o tal bate bola, ou melhor, talk show, barbarizou incrédulos como eu, Elme.

A platéia estava excitadíssima.
A cada pergunta, uma expectativa pela resposta.
A seguir, a resposta rápida!
Quando óbvia, uma explosão quase ensandecida.
Quando inteligente mas bem humorada, risos em câmera lenta mas risos, sem dúvida.
Quando complexa ou excessivamente inteligente, um sorrisinho amarelado, aqui e ali.

A escritora, “a mais rápida no gatilho” entendeu rapidamente a situação e baixou o nível.
Agradou em cheio a platéia, mas ...
Bem, recolhi algumas pérolas.

P- E sexo?
R- Só com amor!
P- Quem trai mais, o homem ou a mulher?
R- Só os galinhas... homens é claro! (A platéia desabou, gente!)
P- Qual o segredo de uma relação amorosa estável entre homem e mulher?
R- Respeito, compreensão, companheirismo e sexo.
P – Qual a importância do sexo para a manutenção dos casamentos?
R – Para os homens 99%! (A platéia desabou, gente!)
P- E para as mulheres?
R – As mulheres são mais românticas... blá- blá- blá!

Aí, eu Elme Bastos, pedi pra sair!
rsrsrsrsrsrs

Elme Bastos se acha, acha que entende de mulheres e gosta de platéia !

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Última Mente: Segundo Capítulo



Napoleão Bonaparte tinha critérios para escolher aqueles que iriam lutar ao seu lado e ajudá-lo na conquista de inúmeras regiões da Europa:


  • os inteligentes e medrosos eram preparados para serem generais

  • os inteligentes e impetuosos eram preparados para comandar os pelotões

  • os desprovidos de inteligência e bem mandados serviam para soldados

  • os desprovidos de inteligência e impetuosos eram imediatamente dispensados, porque só faziam m@*&$!!!!

Na empresa onde a auxiliar de escritório, quase suicida, conspirava contra sua própria vida, trabalhava um gerente que não seria admitido para participar do exército de Napoleão.

Quando menino tinha sido brigão.

Enquanto a rudeza pode lhe proporcionar triunfos pueris, foi vivendo.

Durante a adolescência os problemas começaram, seus amigos iam evoluindo e ele ficando.

Apesar de tudo, tinha um incomum instinto de sobrevivência.

Esse instinto foi capaz de guiá-lo num dilema existencial: opinar ou calar.

Dada à sua fragilidade intelectual, soube entender que a primeira opção o marginalizaria socialmente e a rejeição o jogaria em direção à violência.

Ficaria com a segunda opção mas, calar, o condenaria à insuportável segurança da sombra.


Entrou no ambiente profissional pela porta dos fundos.

Começou a namorar a filha de um gerente da confiança dos patrões de uma empresa bem sucedida.

Casou-se com ela e conseguiu ir ascendendo, degrau por degrau, repetindo o que falavam seus chefes imediatos.
Conseguiu domesticar sua antiga rudeza e impetuosidade, convertendo-a numa vontade irrefreável de saber a opinião dos que detinham o poder.
Saber o que eles falavam e saber o que eles pensavam, tornou-se sua obsessão.
Ouvia-os atentamente.
Longe deles, repetia as palavras como fossem ... suas palavras!
Tornou-se o mais bem acabado puxa-saco da empresa!
Nisso, era impressionante e, se sua trajetória tivesse terminado bem, seria uma lenda para gerações.

E os donos não sabiam, o que Napoleão sabia.
A empresa correria riscos no momento em que ele passasse a tomar decisões, sozinho.

Aureliano Mailer é mau escritor e abusado. Soube que o Chico B. pensou em fazer um romance, a partir de um encontro mundial de puxa-sacos em Londres. Soube também que seus editores insistiram para que ele buscasse o incomum. Uma capital pouco conhecida e ghost writers surgiram daí. Como quase ninguém por aqui conhece a cidade, fariam do exotismo da cidade uma razão extra para a leitura de BUDAPESTE .

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Carta/comentário de leitora entediada

Queridos leitoras e leitores,
Recebi essa longa carta/comentário que resolvi compartilhar com voces.
Para responder ao questionamento da nossa auto entitulada "LEITORA ENTEDIADA" e orientar aos nossos leitores de outros estados, o nome do biscoito de polvilho que comemos na praia é GLOBO.
E a praia não é a do Leblon, pois lá, a freqüência, como todos sabem, não é boa.
Por fim, não tive a intenção de aconselhar ninguém, isso eu deixo com as loucas do COMANDO ROSA,.
Volto a frisar, que apenas anotei a conversa que ouvi de homens inteligentes e sacadores.
Peço porém, querida leitora, a especificação completa do tal celular, pois acho que essa tecnologia toda tem mil utilidades, não é mesmo?

Segue a carta.

"Querido Aureliano,

Não sei se posso chamá-lo assim após nosso 2º. encontro.
Queria lhe dizer que atribuo ao destino, o que aconteceu.
Pesquisava no Google assuntos de meu interesse (que não vem ao caso comentar), quando por acaso cheguei a esse blog.
Comecei a lê-lo como quem folheia um catálogo de ofertas da CASA & VIDEO, sem interesse em nenhum produto específico.
Achei que era tudo brincadeira que nem a música do Peninha, que o Caetano gravou há uns 5 anos atrás, mas ao ler na ABERTURA que esse blog “vinha para preencher uma lacuna”, alguma ficha caiu e parece que tudo foi crescendo, crescendo dentro de mim.
Imediatamente, olhei para esse meu vazio interior, esse frio que não deixa o meu peito e que aumenta nessas tardes cinzentas aqui de São Paulo.
Ainda não sei dizer, nem como nem porque, mas senti um sopro de calor naquela fria tarde de domingo.
A princípio, achei que delirava com a refeição trash que havia feito: um pote de mashmellow (?) com meia garrafa de vinho Malbec deixado para trás na geladeira.
Inebriada, enjoada e entediada, adormeci.
Acordei à noitinha com o telefone tocando.
Podia ser o carinha que ficou de sair comigo pela manhã para pedalarmos de bike na Cidade Universitária, com uma desculpa esfarrapada querendo me chamar para comer umas pizza na casa dele.
Dependendo da desculpa, eu toparia, eu me conheço.
Mas, na era.
Era telemarketing oferecendo promoção de celular para o dia dos Namorados.
Com tédio moderado, falei que já tinha operadora e que estava comprometida com uma carência de 36 meses por causa do modelo de celular que tinha escolhido (eu me sinto poderosa quando tiro ele da bolsa e coloco em cima da mesa de um bar ou quando desfruto dele no vibracall).
Depois eu recomendo o modelo porque eu sei que a mulherada morre de inveja!
Mas o carinha insistiu, perguntando se eu não queria dar de presente para o meu namorado.
Mandei-lhe à merda e ele entendeu o recado, dizendo que a operadora agradece ...
Sentei no sofá ainda com a capa amassada e com farelo de biscoito de polvilho que parece muito com aquele que vocês comem na praia. Qual é a marca mesmo?
Liguei a TV, fui arrastando meu fim de semana de bosta até que lembrei do FALO EXPLÍCITO e da pesquisa que fazia.
Voltei para relê-lo com um ânimo igual ao que se tem para ver o Fantástico.
Mas aí, li o segundo artigo, que falava mal do Chico e sacaneava as mulheres que ficam falando que ele é símbolo sexual delas.
Bobeira sua Aureliano!
Chico está acima do bem e do mal no nosso imaginário.
Ele embala a nossa fantasia há muitos anos e eu acho que não se deve falar mal de ex-companheiro que nunca nos deixou na mão em nossos sonhos eróticos.
Mas de novo, você tocou num ponto importante, a nível de compreensão de mim mesma.
Falar bem do Chico é que nem andar em esteira de academia, a gente não sai do lugar.
Esse conselho amigo, nesse nosso segundo encontro, pode mudar a minha vida.
OBRIGADA DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO!
Ass: Leitora Entediada

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um recado para os comentários sobre o texto de Aureliano Mailer

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas,
Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

C.B.

sábado, 6 de junho de 2009

Golpe baixo, o cara joga sujo!

Estávamos entretidos no bar: eu e meus pensamentos.
De repente, percebi ao lado uma animada conversa, tão saborosa quanto inesperada.
2 amigos falavam sobre um filme que um deles tinha visto e sobre tudo o mais em torno disso.
Quando soube de qual filme falavam e percebi o teor da conversa, pedi licença às divagações e anotei o que pude.
Pelo que percebi os caras eram inteligentes, cultos o suficiente para falar de assuntos tão diversos e eram casados. Tinham vários amigos em comum. Vou identificá-los por iniciais fictícias por que não quero queimar o filme deles, apesar deles próprios terem queimado o filme de um conhecido, morador de um bairro próximo ao bar.
Quanto a mim, quero que compreendam que apenas transcrevo o que vi e ouvi.
O máximo que me permiti, no caso em questão, foi o de omitir alguns palavrões e algumas palavras pejorativas que, aqui nesse blog, tirariam a força da conclusão a que os caras chegaram.

AC - E aí, RP, foi assistir ao novo filme do Walter Carvalho?
RP – Não, fui assistir ao filme do Chico Buarque...
AC – Foi por falta de programa, foi porque leu o livro ou foi para agradar à RV?
RP – Pode marcar as 3 opções.
AC – Caraca (N.T. - amenizando o diálogo) e aí?
RP – Fui, mas fui rebelde!
AC – Como assim?
RP – Você sabe a minha opinião sobre o Chico. Mito, unanimidade feminina, olhos azuis, a mesmice de sempre. Uma chatice! (N.T. - amenizando o diálogo)
AC – Concordo, @#$¨&*% ! (N.T. - amenizando o diálogo, de novo) A mulherada adora ficar nessa trincheira-afirmativa-pseudo-sexual. Falar bem desse cara é que nem andar em esteira, elas não saem do lugar!
RP – Bingo!
AC - Mas e a rebeldia?
RP – Bem, o SM me contou que o próprio Chico fazia uma ponta no filme. Antes que prosseguisse com os comentários que caberiam, a mulher dele sem ser convidada opinou: E ESTAVA LINDO! Assimilei o comentário e contra-ataquei: Como é que é? Ele aparece no filme? Ridículo!
AC – Sim e aí ? (já com alguma impaciência e também irritado)
RP – E aí? E aí que eu fui assistir marcando posição: Falei com a RV. Se o Chico aparecer, se houver suspiros na platéia, vou vaiar!
AC – Mas eu soube que a mulherada se assusta, pois em uma cena num bar bem escuro, um “bebum” aborda o protagonista principal. A cena é longa e a mulherada num frisson pela expectativa da tal aparição acaba descobrindo que o “bebum” é muito velho. O anticlímax é tal que abre espaço para gaiato fazer graça! “CARACA, COMO O CHICO ESTÁ VELHO!”
RP – Na sessão que eu estava, aconteceu! Todos riram, até as mulheres, ... de nervoso!
AC – E aí?
RP – Bem, quando o Chico finalmente aparece, eu vaiei. A BP gritou: LINDO! ... e a cena... bem a cena era uma bosta!
AC – Mas e a cena final, que dizem que é a maior apelação!
RP- Pois é, o filme termina com a mocinha na cama pedindo ao protagonista principal para ler um trecho de seu próprio livro. E ela declama (N.T. – falando com toda a ironia): “ O texto ouvido na voz do autor ... é mais gostoso”
AC – Putz, brincadeira! O cara joga sujo! rsrsrsrsrsrs...