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sábado, 15 de agosto de 2009

Papai Noel responde a Elme Bastos



Elme Bastos,

Se tem alguma coisa que me irrita muito, são criancinhas me escrevendo cartinhas melosas.
Primeiro, porque pela idade muitas não sabem escrever e os pais, geralmente as mães, fazem uma regressão idiota se fazendo passar por elas.
Depois pelos retratinhos que enviam, que geralmente são “qualquer coisa”.

Elme você acha, que assinar como Elminho e mandar essa fotinha onde você se parece mais com um filhote albino de orangotango, ia me deixar comovido?
Você errou e muito!

Estamos no verão no Hemisfério Norte, eu estou de férias e não gosto de ser incomodado nesse período.
Bilhetinhos imbecis como o seu, obrigam as minhas assistentes, todas ex-playmates, a deixar de me atender para pesquisar um pouco sobre quem está me escrevendo.
Elas são louras, lentas na compreensão e no entendimento, e acabam ficando muito nervosas porque sou exigente.
Tudo isso traz um stress absolutamente inadequado, em nossa idílica comunidade, e a tudo que me proponho a desfrutar nessa época do ano.

A pesquisa se faz necessária porque tenho alguns critérios básicos.
E ENTRE ELES: SÓ DAR PRESENTES PARA QUEM TEM GRANA!

NÃO! Não me diga que não sabia, Elminho!

Soube que você já passou dos trinta, morava na casa de seus pais até bem pouco tempo atrás e que é muito exagerado quando fala a seu respeito.

Porra Elme! Ficar mentindo para Papai Noel, dizendo que foi abandonado pela mãe e que é rejeitado pelo pai!

Ainda assim, fiquei refletindo sobre essas questões de veracidade na internet e sobre o que as pessoas escrevem a respeito de si mesmas.

Você me parece um homem do seu tempo!

Resolvi lhe dar uma chance, mas pare de mandar bilhetinhos babacas.

Aliás me diverti com suas estórias e acho você mais bem humorado do que a mulherada que anda escrevendo por aí.

Abraços

P.N.

Elme Bastos adorou a resposta de Papai Noel e continua sonhando com sua futura madrasta...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Elme Bastos comenta: Sou rejeitado pelo meu pai



Gente esses blog´s entraram numa de introspecção.
É problema pra cá, é acusação pra lá, é tanta lamentação que esse clima chegou no Antigamente, bar que freqüento, com alguma assiduidade, quando não estou gravando na Globo, com meu amigo Ricardo, o cara.

Eu, Elme, tenho algumas manias, um pouco de curiosidade, talvez.
Costumo abrir os papéis amassados deixados em baixo das mesas de bar.

Já li muita gordura, já li muita marca de batom.
Já li muito fiapo de costela de boi, em guardanapo de papel.

Já peguei muito nome de mulher com telefone, e, curiosamente, pouco nome de homem com telefone.

Encontrei também alguns bilhetes com o meu nome e telefone.
De início, pensei que era mais um dado positivo sobre minha fama, mas acabei reconhecendo minha caligrafia e isso me intrigou bastante...

A propósito, estou fazendo inclusive uma pesquisa tipo Tostines:
"Tem mais bilhete de mulher com telefone porque elas escrevem mais?
Ou tem menos bilhete de homem, com telefone, porque a mulherada leva os bilhetes, pra casa?"


Favor colocar suas respostas, nos comentários desse texto.

Ocorre que, como disse de início, ultimamente, tenho lido muito, muito recorte de horóscopo amoroso rasgado, muito bilhete de loteria vencido, muito xingamento tipo: “Vá se catar!”, muita despedida tipo: “Adeus... vou pra não voltar... e onde quer que eu vá... sei que vou sozinho!”

Esses bilhetes mais desesperados estão curiosamente, jogados perto do muro oposto ao bar, no fim de noite! Podem reparar!

E é com esse clima pesado nos blog´s e nos bilhetes, que resolvi publicar a foto de minha mãe quando nova.

E tudo isso porque acabo de descobrir lendo os blogs, que sempre fui rejeitado pelo meu pai!

Acho que é porque minha mãe nos deixou quando eu era pequeno.
Parece que se encantou com um motorista de ônibus de linha interestadual e foi morar na Bahia com ele.

E olha que meu pai se parece muito com o Brad Pitt!

Naquele filme sobre o Benjamin Button!

E descobri recentemente que ele me rejeita porque sou parecido com a minha mãe e isso parece incomodá-lo, bastante. Nisso eu dou razão a êle.
Quanto à rejeição, apesar do meu sofrimento, tenho fé.

Como sou otimista, acabo de fazer um desejo antecipado para Papai Noel, o bom velhinho. Entrei no clima e assinei no diminutivo, não reparem:
"Querido Papai Noel vê se me arruma uma madrasta bem legal, para meu pai esquecer da minha mãe e parar de me rejeitar.
Assinado: Elminho"

Torçam por mim!


Elme Bastos é completamente sem noção e leitor de papéis amassados jogados em bar.